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1945: o ano dos fatos esquecidos da História PDF Imprimir E-mail
Edições - Quando eu tiver 64
Escrito por Renan Barabanov   
Sex, 13 de Novembro de 2009 12:19

Professor de História da USP recorda outros momentos do final da II Guerra

 

1945 foi um ano incomum, porque os fatos não foram, não são e nem serão lembrados sem uma associação. Era o fim da Grande Guerra. Há 64 anos chegava ao fim uma batalha que marcou e mudou a história da humanidade. A questão é: o que mais ocorreu naquele ano? Quais acontecimentos, notícias e curiosidades foram relegados pelo final da guerra.
É praticamente impossível dissociar 1945 da imagem dos Aliados comemorando seguidas vitórias que puseram fim ao sonho de Adolf Hitler de dominar o mundo. Vitórias americanas e soviéticas e suicídio do ditador germânico marcaram o ano. “Apenas o fim da Primeira Guerra pode se comparar ao impacto da Segunda. Na verdade, a Primeira foi mais ‘Européia’ que a Segunda, embora a tragédia em termos de perdas humanas e destruição da Europa tenham sido piores, se é que se pode pensar nesses termos, na Primeira” aponta Mauricio Cardoso, professor de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), da USP. Além disso, A Segunda Guerra teve o Holocausto e a explosão das bombas no Japão. “Precisava mais para ser o evento fundamental do Século XX?”

O ano também ficou marcado pela morte do escritor brasileiro Mário de Andrade, reconhecido com um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século XX, e um dos líderes do Movimento Modernista. Para os historiadores, fato muito mais marcante para a história do Brasil. “A morte de Mário representou uma perda irreparável para a nossa cultura. Tão lastimável quanto a morte de Glauber (Rocha), Di Cavalcanti e Patativa do Assaré”, pontua Cardoso.

No relativo esquecimento pela amplitude dos eventos da Guerra, é válido questionar: Até  que ponto um fato maior releva outros na história? “Sempre acontece, mas só no noticiário. A construção do imaginário (ou da história, ou da História) vem depois de muita decantação. Recentemente, Michael Jackson teve a ocorrência de bater as botas no mesmo dia que Farrah Fawcett, ofuscando o necrológico da ‘Pantera’: e daí? Alguém se lembra quem governava Alemanha quando Goethe escreveu ‘Werther’, ou a Inglaterra quando Shakespeare escreveu ‘Hamlet’?”, questiona Osvaldo Coggiola, professor da Universidade de São Paulo (USP).

No fim, contudo, a história sempre vence. “Os meios de comunicação obedecem à sua própria lógica, que também não é imutável. Eles são matéria prima (não a única, claro) da história como disciplina de estudo - mas a própria história tem uma participação limitada na construção do "imaginário", que é feito de muitas outras coisas, incluindo atavismos que a própria história (disciplina) tem grande dificuldade em desvendar”, tranqüiliza Coggiola.

Histórias em paralelo
Apesar disso, também  é válido, curioso e interessante notar alguns fatos que ficaram à margem da história, mas que caracterizaram o ano. Fato esquecido pela Alemanha estar envolvida no fim do conflito mundial, 1945 também foi o ano do maior roubo da história da Alemanha, no Reichsbank, onde 5 bilhões de dólares foram saqueados de maneira espaçada por ex-integrantes da SS, organização paramilitar ligado ao governo nazista alemão. 
Há 64 anos cinco aviões militares norte-americanos desapareceram no Triângulo das Bermudas, no chamado Vôo 19. Nessa área, localizada entre Porto Rico e a Flórida (EUA), diversas embarcações já haviam desaparecido, mas o sumiço das aeronaves militares, jamais encontradas, deu fôlego às diversas explicações sobrenaturais como causa.

Poucos se lembram, e também é importante perguntar se isso se faz necessário de recordar, mas o ano marcou o nascimento de ícones como o futebolista campeão mundial alemão Franz Beckenbauer, o guitarrita e compositor do The Who Pete Townshend, além da cantora e compositora brasileira Elis Regina e do presidente Lula.

“Os fatos esquecidos são resultados de lutas simbólicas pela memória”, explica Cardoso. “No fim das contas, trazemos do passado, de um modo complexo, ambivalente, e, às vezes, paradoxal, os fatos e processos que nos ajudam a entender o que somos e como chegamos aqui.”

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avatar Pedro
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OI Achei o site interessante, com relação ao Triângulo das Bermudas, por está razão queria indica a Teoria de um cientista Brasileiro Herbert Alexandre Galdino Pereira da área de Eletromagnetism o aplicado e Aviónica que formulou uma explicação para as causa dos acidentes com os aviões no Triângulo das bermudas e áreas marítimas. Ela é muito consistente e já teve mais de 3 Mil Downloads e mais de 4 Mil Leitores.
Vou deixa links aqui em baixo para vc olha ela:


Downloads:

http://www.4shared.com/file/111224052/82504f2c/Teoria_do_Tringulo_das_Bermuda.html


Leitura:

http://www.scribd.com/doc/16331957/Teoria-do-Trian gulo-das-Bermud as

Um Abraço amigo.
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Última atualização ( Sex, 13 de Novembro de 2009 12:23 )