| Ganho dinheiro para sua ONG |
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| Edições - É caro? Claro! |
| Escrito por Marcelo Osakabe |
| Dom, 22 de Novembro de 2009 21:42 |
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Identificação com a causa, prática compensatória, marketing social, incapacidade administrativa, responsabilidade sócio-ambiental. São inúmeros os motivos alegados para se investir no terceiro setor, aquilo que não é nem Estado nem mercado. E também não é pouco dinheiro, mas mais de R$ 10 bilhões anualmente. A competição por ele então, nem se fala. Segundo levantamento do IBGE realizado em parceria com a ABONG (Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais) e outros órgãos, em 2005 havia 338 mil Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (fasfil) em todo o paÃs. Na briga pela verba, é cada vez mais presente a figura do captador de recursos, como Fabiana Dias, da consultoria Atuação Social. Ela trabalha desde 1998 no terceiro setor, quando ainda cursava relações públicas na ECA. "Comecei a convite de uma amiga pedagoga que havia fundado com outros amigos artistas e educadores uma organização. Minha primeira tarefa foi realizar uma série de eventos. Eram shows de jazz com renda revertida para a organização", diz. Fabiana ingressou no terceiro setor na época do boom do segmento, que entre 1996 e 2002 cresceu 157%, saltando de 105 mil para 276 mil entidades. Tamanha exuberância é explicada geralmente pelo processo de redemocratização do paÃs, quando os problemas sociais e ambientais começaram a entrar com mais força no debate polÃtico. O mercado "ético" do terceiro setor Mas os números expressivos das pesquisas continuam a atrair pessoas. A maioria, sem dúvida, motivada pela possibilidade de se trabalhar com aquilo em que acredita, caso de Fabiana. Outras, nem tanto. "Tem muito executivo vindo para as ONGs pensando em ganhar dinheiro", afirma Marcelo, coordenador institucional da Associação Cultural Dinamite, que trabalha com inclusão de jovens a partir dos dez anos através da música. Segundo dados da própria pesquisa do IBGE, há hoje 1,7 milhão de trabalhadores assalariados no setor, com ganhos médios de R$ 1094,44. E é também por essas pessoas que os captadores de recursos procuram dinheiro, afinal, 28% dos cargos ocupados nessas entidades são cargos de direção, administração ou mesmo captação de recursos, e não para a parte operacional. Os dados são do Mapa do Terceiro Setor, uma pesquisa feita pela FGV em 2005 com 4.589 entidades não governamentais. "O mais adequado é que o captador seja parte da equipe de uma organização e atue como um mediador entre ela e possÃveis doadores e, assim, seja remunerado como um profissional da equipe cujo custo faz parte das despesas do projeto", conta Fabiana. Hoje, com sua própria associação, a ABCR - Associação Brasileira dos Captadores de Recurso, e contam com seu próprio código de ética, inspirado nos modelos norte-americano e europeu. "Especialmente num campo tão cheio de princÃpios como é o Terceiro Setor, a postura deve sempre ser ética e motivada pelo impacto social positivo que se pode gerar" - conclui. |
| Última atualização ( Dom, 22 de Novembro de 2009 22:09 ) |
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