| Todas as cifras em jogo |
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| Edições - É caro? Claro! |
| Escrito por Patrícia Golini |
| Dom, 22 de Novembro de 2009 21:57 |
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Roberto* era um daqueles tipos bem comuns, que a gente vê sentados nos ônibus, levando os filhos para a escola, pelos supermercados... Quarenta e poucos anos, chefe de família, classe média baixa, talvez fosse um pouco mais impulsivo que a maioria das pessoas. Um dia, Roberto entrou em uma padaria e viu aquelas máquinas, como sempre via. Para ele, o jogo era algo sem graça, ruim. Mas então, entre uma cerveja e outra, resolveu experimentar aqueles botões coloridos que tanto atraiam seus amigos. "Perdi na primeira vez, perdi na segunda, na terceira, na décima..." No outro dia, foram mais alguns pares de moedas. E assim, durante quase dez anos, Roberto viu suas noites desperdiçadas tal como seu dinheiro, que era "aplicado" nos jogos de azar. Para Danielle Rossini, psicóloga do Ambulatório de Jogo Patológico e Outros Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP (AMJO), geralmente, os jogadores entram no mundo das apostas por brincadeira. Veem no jogo uma diversão, "algo lúdico". Raramente quem se envolve com jogos de azar enxerga neles uma forma de enriquecer imediatamente e mudar de vida. Porém, ao jogar, corre-se o risco de perder altas quantias e, a partir daí, o jogador se sente atraído pelas apostas. "Os jogos de azar lidam com uma taxa negativa de retorno. Nele o jogador perde muitas vezes. E à medida que isso acontece, o jogador tenta recuperar o que apostou, caindo num ciclo vicioso", explica Danielle. Tanto é assim, que segundo a psicóloga do AMJO, "os jogos tidos como mais ‘viciantes', são os de retorno muito rápido. O jogador tem uma resposta imediata: ganha ou perde". Aí está o motivo de existir muito mais jogadores propensos a desenvolver problemas com máquinas caça-níqueis do que com loterias. O tratamento no Ambulatório do Jogo da FMUSP é feito através da conscientização do jogador. E "convencer o jogador que as apostas são um problema para ele e para a família é um meio disso acontecer", diz Danielle. Os colaboradores desses grupos tentam conscientizar de que a perda de dinheiro leva à falência, empobrece e a chance de se recuperar tudo isso é muito pequena diante da aleatoriedade dos números, figuras e cartas. * nome ficticio Quando vira doença Segundo o Ambulatório do Jogo Patológico, as pessoas se dividem em quatro níveis quanto aos seus hábitos de jogos. A classificação numérica parte do nível 0, no qual se encaixam os jogadores esporádicos, que nunca apostam. E chega ao nível 3 (os chamados jogadores patológicos) quando as pessoas jogam repetidamente, ocasionando prejuízos de suas relações, como dívidas absurdas, desemprego, furto, estelionato e rompimento dos laços familiares. Estudos epidemiológicos sobre jogadores patológicos mostram que em grandes aglomerados urbanos onde jogos de azar são legalizados e acessíveis, a incidência de jogadores de nível 3 na população oscila ao redor de 2%. E ainda, mais 3% das pessoas são consideradas jogadores problemáticos (nível 2). Assim, é possível estimar que na Grande São Paulo, dos 18 milhões de habitantes, 360 mil são jogadores patológicos, 540 mil são jogadores problema. |
| Última atualização ( Dom, 22 de Novembro de 2009 22:19 ) |
Comments
I am from Niger and also now'm speaking English, give please true I wrote the following sentence: "Tannaginecommon reason terms produce cancer, paracetamol, prescription, increasing, perception, revelation, prescription, and delivery, hydrocodone."
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