| Segredos de um ritual às cegas |
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| Edições - Claro! no Escuro | |
| Escrito por Carol Nehring | |
| Qua, 12 de Maio de 2010 18:40 | |
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Nos ritos de entrada na maçonaria, a escuridão é fundamental. Mas o que ela significa? Ele foi vendado. Estava ali por ter aceitado um convite. Sentia-se apreensivo, ansioso. Não sabia o que o ritual de iniciação seria, não sabia o que iria encontrar, não sabia sequer quem o indicara para entrar na ordem. Subindo e descendo escadas, no escuro, era guiado por um desconhecido. Enquanto andava pelos corredores, sentimentos diversos o confundiam.
A porta se abriu. Foi vendado novamente. Levado ao templo passou por provas que representam os elementos da natureza. Por não ver nada, imaginava. Sua resistência nervosa, física e espiritual foram testadas; seu equilíbrio psicológico, seu destemor e sua confiança naqueles que se tornariam seus irmãos. Ele foi questionado sobre informações pessoais e sua opinião a respeito de liberdade, moral, virtude, vício. Sempre no escuro.
Nossa vida é repleta de rituais e simbolismos envolvendo o escuro, mas nem sempre percebemos. A utilização da venda está em brincadeiras de crianças, como “cabra-cega”, ou num jogo sexual e ainda numa adivinhação de presentes num chá de cozinha. A escuridão é o secreto, o desconhecido. Nela, as sensações tornam-se mais intensas e assustadoras. NOTA: A descrição do ritual maçônico no texto foi elaborarada a partir de entrevistas com membros da ordem, que preferiram não se identificar.
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| Última atualização ( Seg, 24 de Maio de 2010 08:51 ) |
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