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Edições - Claro! que eu previ
Escrito por Beatriz Souza   
Qua, 23 de Junho de 2010 00:55

Quais os profissionais que buscam na ciência um modo de prever obstáculos futuros

previsor

Você nunca saiu de casa super agasalhado esperando um frio do Alaska e passou o dia todo suando embaixo de um sol do Saara por ter acreditado na previsão do tempo? Ou então programou uma viagem pra praia no feriadão confiando no sol prometido no jornal e teve que passar os dias jogando baralho dentro de casa?

 

Histórias como essas todo mundo tem, mas acreditem ou não, a meteorologia tem acertado cada vez mais em suas previsões. Graças aos avanços da tecnologia, cerca de 95% das previsões feitas se confirmam.

 

A previsão é feita a partir da análise de dados sobre as condições do tempo captados em todo o mundo pela Organização Meteorológica Mundial (OMM). Essas informações são disponibilizadas na forma de gráficos, tabelas e mapas. Até aí, pura ciência.

 

É então que, para decifrar essas informações, entram os meteorologistas. “Nós interpretamos e traduzimos os cálculos que os computadores fazem. Eles nos  apresentam a condição bruta e nós ­ ltramos o que não é tão condizente com a observação. Por exemplo, se os dados mostram que haverá pancadas de chuva no final do dia, e eu olho pela janela e o céu está preto, adianto a previsão de chuva para mais cedo”, afirma Olívia Nunes, profissional da área há 15 anos, lembrando ainda que não há adivinhação na meteorologia. Trata-se de uma ciência da natureza baseada em variáveis do tempo, como umidade relativa do ar, temperatura e pressão atmosférica.
Uma delas que se altere, e isso acontece com bastante frequência, pode fazer com que você pegue aquela chuva.

Se serve de consolo, segundo Olívia, eles também se sentem bem culpados quando fazem uma previsão errada: “A cobrança é mais pessoal. É um sentimento de culpa porque a gente sabe que as pessoas se programam baseadas nas informações que a gente oferece. Fora que às vezes nós mesmos somos prejudicados pelas nossas previsões erradas”, brinca.

Melhor perder 15 reais comprando um guarda-chuva novo do que ver sua empresa perder milhões em

uma crise _ nanceira que te pegou de surpresa, não é? É para que isso não aconteça que trabalham os gestores de crise.

Diferente dos meteorologistas, que trabalham com modelos matemáticos e supercomputadores, eles precisam confiar na experiência e em uma boa análise preliminar da estrutura e do negócio da empresa. Para eles, o melhor recurso contra a crise está na previsibilidade e na preparação de rotas de escape. Pode até parecer impossível prever uma crise, mas os especialistas garantem que principalmente quando elas são de mercado ou financeiras, há sempre um prelúdio.

Para o professor Luiz Alberto de Farias, presidente da Associação Brasileira de Relações Públicas (SP), projetar cenários é antes de tudo correr riscos. Dar uma orientação, mesmo com a segurança que os anos de experiência possam endossar, é sempre perigoso: “quando orientamos alguém, trabalhamos com possibilidades, mas a  cobrança por uma orientação que não dê certo é sempre muito pesada. Mas é sempre uma possibilidade. Não se acerta sempre”.

Quando a crise é inevitável, resta gerenciá-la, o que significa atuar rapidamente.

Seja dentro de uma empresa, no mercado financeiro ou pulando uma poça no meio da rua, quando as previsões falham, o jeito é se virar.

Previsão de votos

Segundo o cientista político Alberto Carlos Almeida, é possível prever o resultado de uma eleição, através da avaliação sobre o governo feita pelos eleitores. Se a gestão atual for avaliada em ótima ou boa, a previsão é de que o candidato do governo ganhe. Mas se a população vir o desempenho deste como negativo e houver um desejo de mudança, a tendência é que o candidato da oposição saia vencedor.

(Veja mais nas páginas 6 e 7)

 

Meteorologia

O termo “meteorologia” vem de Aristóteles (350 a. C.), que o utilizou para descrever o que chamou de Ciências da Terra em geral. Hoje a terminação refere-se ao estudo dos fenômenos da atmosfera, com foco nos processos físicos que envolvem

múltiplas escalas e na previsão do tempo.

 

 

 

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Última atualização ( Qua, 23 de Junho de 2010 01:14 )